terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O LIVRO DE GÊNESIS


"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" - Gênesis 1.27.


Moisés é considerado pela cristandade como sendo o escritor do livro. Acredita-se que o tenha escrito por volta do ano 1440 a.C, sendo que não foi uma testemunha ocular da criação, dependeu da revelação divina , antigos relatos escritos e orais.
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Gênese é um substantivo feminino cuja etimologia é o idioma grego: "gênesis". Gênesis, como vocábulo significa "origem", "sucessão dos seres", "geração"; como livro é o primeiro das Escrituras Sagradas.


Não é apenas a criação que teve início em Gênesis. Encontramos o relato do primeiro pecado e o cuidado de Deus para com as pessoas anunciando a primeira mensagem de salvação. Encontramos a primeira família e no núcleo familiar o primeiro homicídio e a aflição de Eva, a primeira mãe, e o consolo do Criador lhe concedendo outro filho.


Em Gênesis, encontramos além do começo de tudo, o recomeço também. Deus, por meio de Noé julgou as nações e da paternidade de um servo fiel deu outra chance para a Humanidade aproximar-se dEle, viver em justiça e ser feliz.


O livro de Gênesis realça a relação entre Deus e a humanidade - interrompida no Jardim do Éden e restaurada por sacrifícios e encontros com Deus. Por meio de relatos históricos, ilustra os ciclos de pecado e arrependimento. Se você é como a maioria das pessoas, talvez já se tenha preocupado com as questões da vida. Perguntado: Por que estamos aqui? Qual o significado da vida? Gênesis o leva ao começo das eras para encontrar respostas.

O livro de Gênesis tem duas partes:


Os primeiros onze capítulos compreendem a introdução à Bíblia, encontramos as histórias de Adão e Eva, Caim e Abel, Noé, o relato da construção da torre de Babel.


A segunda parte, capítulos 12 ao 50, narra a vida dos patriarcas hebreus: Abraão, Isaque, Jacó e seus doze filhos, que são o começo da nação de Israel.

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Em Qual Deles Nós Cremos?


"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará" (Salmos 37:5).
O pai costumava, antes das refeições, orar agradecendo a Deus por todas as bênçãos recebidas por sua casa. Logo após a oração, como também era seu hábito, iniciava as murmurações: "Essa carne está cada vez pior; e vejam o tamanho desses ovos, parece que diminuem a cada dia; as taxas de juros estão altíssimas; as batatas parecem plástico; o salário não dá para nada; o café está amargo; os preços estão absurdos. Um dia, sua pequena filha virou-se para ele e perguntou: "Papai, Deus ouve quando você Lhe agradece por todas as bênçãos?" Mostrando um semblante confiante, ele respondeu: "Sim, querida, Ele ouve". "Papai", ela continuou, "Deus também ouve quando você reclama sobre a carne e as batatas?" Mostrando, agora, alguma indecisão, ele respondeu: "Sim, Ele ouve também". "E em qual Deus você acredita?" Concluiu a menina.
Aproveitando a pergunta da menina de nossa ilustração, podemos refletir e dar a nossa resposta pessoal. Em qual Deus nós acreditamos? A quem estamos entregando nossas vidas? Em qual Deus estamos firmados para a edificação de nossa vida espiritual?
Se nós cremos em um Deus Todo Poderoso e temos nos alegrado em Sua proteção, Seus cuidados e Sua provisão, por que reclamamos tanto? Por que nossa família, nossos irmãos da igreja, nossos amigos e até companheiros de trabalho e estudos têm testemunhado nossas constantes murmurações? Cremos no nosso Deus ou não? Abrimos, de verdade, nossos corações para o Senhor ou ele continua fechado?
Se nós confiamos no Deus que servimos, saibamos agradecer-lhe por tudo. Ele sabe o que é melhor para nós e o tempo certo para cada bênção. Se eu tenho tudo, devo agradecer ao Senhor. Se eu não tenho tudo, devo agradecer também, crendo que Ele está no controle de todas as coisas. Ele é o meu Deus e o meu Senhor em todas as ocasiões. Eu sou feliz por isso e as circunstâncias não mudarão o meu pensamento e nem impedirão a minha felicidade.


Eu creio no Deus a quem sirvo, e você?


Por Paulo Roberto Barbosa

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Próximos Ao Abismo




"Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia" (1 Coríntios 10:12).


Alguém, que viajou pelas montanhas rochosas canadenses, contou que notou uma grande quantidade de árvores crescendo junto à beira dos precipícios. Muitas delas tinham suas raízes quase que totalmente descobertas. Algumas se desprenderam completamente e tombaram despenhadeiro abaixo. Elas cresceram muito próximo do abismo.
Que semelhança pode haver entre aquelas árvores e muitos de nós, cristãos? É simples: professamos a fé no Senhor Jesus e continuamos vivendo perigosamente à beira do abismo. Nossos alicerces espirituais estão presos, parte junto ao altar de Deus e parte junto ao despenhadeiro das armadilhas mundanas. Pendemos para um lado e para outro e, na maioria das vezes, acabamos rolando encosta abaixo, sem a perspectiva de conseguir subir novamente.
Quem olha de longe vê as árvores frondosas e firmes. Ao se aproximarem, percebem que elas não têm firmeza alguma. Quando estamos na igreja, assistindo as reuniões, parecemos estar firmes e comprometidos com o Senhor e com a obra que nos confiou. Porém, quando alguém se aproxima de nós e passa a nos conhecer na intimidade, verifica que estamos "pelas pontas", quase caindo, quase sucumbindo, quase igualmente perdidos.
As árvores das montanhas canadenses não podem mover-se para um lugar mais seguro, porém, nós podemos. É preciso que paremos de brincar de santos e servos e passemos a viver verdadeiramente na presença do Senhor. Nossas raízes espirituais devem estar plantadas solidamente, na obediência a Deus, na vida de oração e testemunho, na busca incessante dos ensinos de Cristo, contidos na Sua Palavra santa.
Você vai continuar brincando de "cai não cai" ou vai procurar se firmar definitivamente na presença do Senhor Jesus?


Por Paulo Roberto Barbosa

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Aprendendo A Esperar



"Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão"
(Isaías 40:31).


"A esperança Cristã é a esperança que viu tudo e suportou tudo, sem se desesperar, porque ela crê em Deus. A esperança Cristã não espera no espírito humano, na bondade humana, na resistência humana, na realização humana; a esperança cristã espera no poder de Deus." (William Barclay)
Em que, nós cristãos, estamos esperando? Onde estamos depositando a nossa confiança? Em que temos gasto nosso tempo e determinação? A quem estamos entregando nossos sonhos de vitória e felicidade?
Muitas vezes nos queixamos de má sorte, de derrotas, de frustrações, de insatisfação com a vida, por não conseguirmos atingir as nossas metas e nem chegar a lugar algum em nossas andanças neste mundo. Todos conseguem alcançar seus objetivos e nós sempre ficamos para trás.
Estamos sempre sendo derrotados porque não entendemos que as grandes vitórias vêm do Grande Vencedor, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Temos nos sentido fracos porque buscamos poder em homens e não no Deus que é Todo Poderoso.
Quando confiamos no Senhor, sabemos esperar a hora certa e a forma correta de receber as bênçãos almejadas. Estamos prontos a suportar as lutas e dificuldades do caminho, compreendendo que lições serão tiradas de todas as experiências vividas e que um edifício sólido e firme estará sendo formado em nós que servirá de morada do Espírito Santo de Deus.
Se a nossa esperança está colocada em amigos, parentes ou pessoas influentes, ela é fraca e incerta. Podemos obter um resultado positivo ou não. Podemos ganhar ou perder. Porém, se está direcionada para o Senhor, trará, com certeza, muita alegria aos nossos corações e será sempre vitoriosa.


Você tem esperado em quem?


Por Paulo Roberto Barbosa

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Alegrar-se em tempo de crise?



Habacuque 3:17-18

Muitas pessoas dizem ser feliz quando lhes acontece algo de especial, como: Um emprego dos seus sonhos, uma promoção, um ganho grande financeiro, acerto na loteria, ou seja ,sua felicidade e alegria estão presos a situações ou objetos, ou eventos. Normalmente em uma adversidade não há motivos para alegrar-se. Como ficar alegre quando tudo vai mal? Como sorrir diante da fome? Da perda? Ou de uma enfermidade? Como dizer que vai tudo bem quando não vai?. O que depende sua felicidade? Este texto de Habacuque entre outros também,nos mostra que é possível, e que devemos ter forças e nos alegrarmos , mesmo que nos falte algo. Ainda que.... A minha situação não esteja bem, a alegria do Senhor é minha força. Todavia me alegrarei, pois sei em quem tenho crido.
Certa ocasião ouvi de meu filho algo que me fez refletir, quando perguntamos a ele, o que fazia ele feliz, ou que deixaria alegre ou feliz? Ele sem demora nos respondeu: Disse ele: só sei que quando não há motivo, algo me invade e por dentro eu fico alegre, eu fico feliz. Eu repliquei, esta alegria ,este algo é Jesus. Não dependemos de objetos, bens, dinheiro para estarmos alegres, felizes Dependemos da presença de Jesus em nossas vidas para alegrarmos em tempos de crises. No livro de Jó diz que diante de Deus até a tristeza salta de prazer. Trago em memória a Sunamita, lembra do que foi perguntado a Ela? Vai tudo bem? A família vai bem? Respondeu ela: Sim ,vai tudo bem. Sabemos que havia morte em sua casa, havia sofrimento, angustia, mas aquela mulher sabia que Deus era fiel e poderoso pra fazer um milagre em sua casa. Talvez você queira me perguntar: Irmão ficar feliz diante da adversidade? Dizer que tudo vai bem quando a figueira não esta dando seu fruto? Dizer que vai tudo bem quando não esta bem Dizer que eu estou alegre, porque meus animais foram roubados ? Não seria incoerência. O profeta Habacuque nos mostra que é possível, quando confiamos em Deus , ele nos proporciona esta alegria e confiança, pois Ele é provedor., Redentor, Libertador e nossa esperança..Quando estamos na adversidade achamos que Deus não nos responde, tentamos ficar em pé, ou seja chamamos a atenção dele, mas ele não atenta para nossa situação, clamamos e parece que não esta nos ouvindo. Lembra de Jó? Era assim que ele estava se sentindo, veja: Jó 30:20. Também achamos que Deus é injusto, pois fazemos nossa parte, ou seja, agimos como justos e esperamos frutos da nossa justiça. Esperamos o bem e bate em nossa porta o mal. Jó 30:25-26. Seria Deus injusto? Por estarmos passando por adversidade? Foi Deus injusto com Jó, pois o mesmo Jó acudindo a viúva, plantando justiça e estava colhendo tormenta?Esperando Jó por luz veio trevas? Se Deus cuida das cabras monteses acudindo-a no momento que elas estão com dores para da cria, se Deus até dos pardais alimenta e sustenta , veste os lírios dos campos, que hoje vive e amanhã seca-se,e lança-se no fogo ,conforme lemos em Mateus 6, não teria Deus cuidado dos seus filhos? O que Jó poderia responder diante da resposta divina? Assim como Jó colocamos nossa mão em nossa boca, pois não temos direito de reclamarmos, pois ele esta no controle, nada foge de seu alcance. Jó 40:4 O seu silêncio as vezes nos deixa perturbado e sem entender seu agir. Ele, meu querido esta no controle, e tudo é dele. Aquele que começou a boa obra vai concluir não tenha dúvida. Leia. Jó 41:11. Diante dele até a tristeza salta de prazer Jó 41:22. Seria injustiça de Deus fazer com que Israel caminhasse todo aqueles anos antes de entrar na terra prometida? Porque temos que passar por lutas, o que aprendemos com isto? Toda esta situação de adversidade é um aprendizado para nossas vidas, depois que passamos pela prova, conhecemos melhor o Senhor, não somente de ouvir falar, mas pelo relacionamento que desenvolvemos neste momento com Ele. Jó 42:5. Saiba que mesmo diante de uma tormente ou adversidade é possível falar: Eu sei que meu redentor vive. Jó 19:25.Eu sei em quem tenho crido.
Não devemos presumir o dia de amanhã conforme Provérbios 27:01 Devemos considerar que Deus sabe o que nos convém, nem sempre vivemos prosperidade todos os dias como alguns pregam, a adversidade também chega a nossa porta , como reagir diante dela?
O que fazer quando a angustia bate em nossa porta? Eclesiastes 7:14 , Provérbios 30:08-09.
Como se alegrar, em tempo de crise? Como ter força quando tudo diz que não? A alegria do Senhor é a nossa força. Se a alegria do Senhor é a nossa força, então posso todas as coisas naquele que nos fortalece inclusive se alegrar em tempos de crise.


Fique com esta palavra, Graça e Paz da Parte do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a nossa alegria. Amém.

Por Josiel Dias

Colheitas




"Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará" (Gálatas 6:7).
Quando um portal na jurisdição de Nova Iorque e Nova Jersey publicou um anúncio procurando eletricistas com especialização em conectores Sontag, recebeu 170 respostas -- embora conectores Sontag não existam. O portal publicou o anúncio para saber quantos candidatos falsificam currículos. (Peter LeVine - 15 de julho de 1993)


Até que ponto estamos dispostos a fraudar, enganar e mentir, para alcançar os nossos objetivos? Poderemos esperar algum tipo de sucesso quando andamos pelo caminho da desonestidade? Podemos contar com as bênçãos de Deus se não somos sinceros em nossas atitudes?


Muitas vezes questionamos a nossa "falta de sorte" quando, na realidade, apenas colhemos os frutos da indiferença ao Senhor, semeados ao longo de nossa existência. Se semeamos mentiras, colhemos tristeza e ilusão. Se semeamos verdades, colhemos alegria e bênçãos. O nosso Deus é Verdade e para contar com as janelas abertas do Céu, necessitamos viver em sinceridade e retidão.


Às vezes pensamos que uma pequena informação falsa em um currículo ou em qualquer outra transação comercial não tem problema algum. É apenas uma "mentirinha"! E como poderemos pedir a Deus que abra as portas para nós? E como poderemos pedir a bênção naquela situação?


Deus não nos abençoa nas mentiras, não nos dá vitórias nos atos desonestos, não nos sustenta quando agimos enganosamente. Ele sempre estará de braços abertos para nos guardar, para nos socorrer, para nos edificar, para nos abençoar, quando firmamos nossos pés na verdade e na pureza.


O que você tem semeado? O que espera colher?

Por Paulo Roberto Barbosa

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ok, ok! A "unção de Nelson Rubens" e os crentes da língua grande



A maior maldição dentro das igrejas atualmente não é somente essa tal de "adoração extravagante", essas "macumbas gospel" ou os escândalos declarados na mídia. Isso é algo que é até esperado, embora não deixe de ser um erro terrível.


Mas eu vejo um erro muito mais fatal e assombroso: a maldita "Unção de Nelson Rubens". Nunca ouviu falar dela? Pois é, assim como a língua do famoso apresentador do TV Fama, da RedeTV!, essa praga flamejante (Tg 3.6) está à solta, num verdadeiro "avivamento" dentro das congregações. São aquelas pessoas que saem por aí "aumentando, mas não inventando" (ou não). É triste, porque esse tipo de atitude é a maior causadora de divisões.


E o pior: Provérbios 6.16-19 diz bem claro qual o pensamento de Deus a respeito de pessoas assim, que mal veem uma coisa e já saem julgando e espalhando: "...aborrecem ao Senhor... Sua alma abomina" (v.16 parcial), "...o que semeia contendas entre irmãos" (v.19).


Eu recomendo o resto dessa leitura a você que pode ser um "ungido e separado no ministério Nelson Rubens da Igreja", para que leia e medite, e veja se vai parar mesmo no céu como mensageiro do Senhor ou vai cantar inverdades no inferno com os murmuradores, faladores, inventores, aumentadores...


Johnnÿ Grinder

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Os Santos



"... aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso" (1 Coríntios 1:2).

As Escrituras nos falam de "santos". Esta palavra é definida de várias maneiras, mas, ao buscarmos seu significado no Novo Testamento, entendemos que se refere a um pecador morto, revisado e restaurado."
Quem são os santos? São homens e mulheres que se colocaram diante do altar do Senhor, abriram os seus corações para serem usados com poder e graça e dedicam suas vidas a fazer a vontade de Deus.
O santo é uma "nova criatura", que abdicou dos prazeres ilusórios do mundo e tem se dedicado a desfrutar da alegria verdadeira na presença do Salvador Jesus Cristo.

E se o pecado não mais nos domina, caminhamos na certeza de que Deus está à nossa frente, dirigindo nossos passos, consolando-nos nas horas de angústia, sorrindo conosco nos momentos de alegria, cumprimentando-nos por ocasião de nossas conquistas.

O Senhor Jesus nos animou: "Sede santos". Devemos então ser perfeitos? Não errar nunca? Ele sabe que somos humanos e falhos, mas, espera que não tenhamos mais prazer no pecado e que procuremos viver conforme Seus ensinos.
Ele deseja que não estejamos mais divididos -- uma hora em Sua presença e outra longe dele, servindo a outro senhor. Ele nos preparou um caminho de bênçãos, de vitórias, de grande felicidade.
Queremos ser santos. Queremos depender de Deus em todas as circunstâncias. Queremos amá-lo acima de tudo e também aos nossos irmãos, como Ele nos ensinou. Queremos falar com Ele antes de sair para o trabalho, antes de ir para a faculdade, antes de adquirir um patrimônio, antes de ir ao mercado para as compras de nossa casa. Queremos dizer a Ele que dependemos dEle e sem sua direção, nada sabemos fazer e nada queremos fazer. Sim, somos santos e o Senhor é o nosso Deus.

Por Paulo Roberto Barbosa

Mensagem Edificante para Alma

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O sonhador dos sonhadores



Introdução

José era considerado por seus irmãos como um sonhador prepotente, que queria mandar neles e até mesmo em seus pais. Seus irmãos tinham inveja dele porque seu pai Jacó o amava sobremaneira, no entanto José não desistiu dos sonhos e foi vencedor.

Sonhar é revelação de Deus

O sonho do crente não é simplesmente um sonho, mas uma revelação da parte de Deus, cada sonho que temos é o próprio Deus falando conosco, por isso devemos acreditar e buscar orientação e discernimento para os nossos sonhos.
Sonhos em tempos de bonança
Quando estamos em tempo de tranqüilidade Deus sempre nos dá sonhos confirmando os nossos passos, sonhos de alegria, com festas e outras coisas que agradam o nosso coração.

Sonhos em tempos de adversidade

Temos a experiência de Jacó, que em meio ao deserto, fugindo do seu irmão, deitou-se e reclinou sua cabeça sobre a pedra e Deus lhe mostrou a sua glória com a escada onde anjos desciam e subiam (devemos sonhar em meio as pedradas).
Sonhar com as promessas de Deus
Quando estamos em adversidade e a nossa fé se esmorece, devemos continuar sonhando e acreditando na promessa de Deus, ainda que você seja desprezado e humilhado por seus irmãos, lançado no cárcere da solidão, perseguido pelo adversário que é o acusador, Deus sempre tem sonhos para você.

Conclusão

Não importa a situação que você esteja passando, você deve sonhar e acreditar naquilo que Deus tem proposto para você. Quem sonha acredita, quem acredita conquista e quem conquista é vencedor. Seja abençoado sonhador um. Seja um sonhador abençoado.

Por Laís Gomes.




Visitem o nosso Blog. Temos uma Mensagem Edificante para sua vida, creia que até nas provações, Deus quer nos ensinar algo.


Do seu irmão em Cristo Josiel Dias

Mensagem Edificante para Alma

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Olhando Para Ele





"Olhando para Jesus, autor e consumador da fé" (Hebreus 12:2).
Dannecker, escultor alemão, levou oito anos para produzir uma obra da face de Cristo. Todos os que observavam o trabalho, podiam perceber na escultura, o amor do Salvador e o sofrimento pelas lutas travadas em sua passagem por este mundo. Logo a seguir, o artista foi convidado a empregar seu enorme talento em uma estátua de Vênus. Como resposta ao convite, ele disse: "Após contemplar, por longo tempo, a face de Cristo, poderia eu virar minhas atenções para uma deusa pagã?"


Poderíamos nós, cristãos, após experimentar uma vida transformada pelo amor do Senhor Jesus, desejar retornar aos prazeres enganosos do mundo? Seria possível que voltássemos a viver de forma vazia e sem atrativos, caminhando por sendas que a nenhum lugar levam? Haveria algum prazer na troca do certo pelo incerto, do belo pelo feio, da alegria pela tristeza, da salvação pela perdição?


Estamos esculpindo, dia após dia, o nosso porvir. A cada passo percebemos se a obra produzida está melhor ou pior. Às vezes precisamos refazer tudo e começar novamente o trabalho. Mas, quando o Senhor entra em nossos corações, nossos passos se tornam mais firmes, mais seguros, mais atraentes, mais prazerosos, mais estimulantes. A obra se torna mais fácil de esculpir, os retoques se tornam menores, a satisfação sentida é bem maior, seguimos em frente sabendo que ao final, contemplaremos com muita alegria o nosso sucesso, a nossa grande bênção.


Quando olhamos para Jesus, nossa fé é fortalecida, nossas esperanças são renovadas, nossas dúvidas são sanadas, nossos anseios são satisfeitos. Nele somos felizes, somos completados.


Você ainda busca encontrar a razão de sua vida? Olhe para o Senhor e sua procura estará encerrada.


Por Paulo Roberto Barbosa

sábado, 28 de agosto de 2010

Árvores Viçosas E Vigorosas




"O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano. Os que estão plantados na casa do SENHOR florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos" (Salmos 92:12-14).

Lord Byron, um brilhante poeta, gastou sua vida em uma busca louca por prazeres. As pessoas, hoje, diriam: "Ele tentou viver sua vida". Em desespero, ele escreveu: "Os espinhos que colhi são da árvore que plantei. Eles me rasgaram e estou sangrando. Eu devia ter sabido qual o fruto tal árvore daria."

O que temos plantado na orla dos caminhos por onde passamos? O que esperamos encontrar na hora de colher os frutos? Temos nos preocupado com isso? Temos programado ver os resultados para o futuro?
O início de nossas andanças pode ser fácil e até deslumbrante. Estamos jovens, cheios de vigor, cheios de fantasias. Podemos até pensar que plantar é suficiente, seja a planta que for. Mas, e no futuro, o que encontraremos? Árvores secas... sem sombra... sem frutos? Poderemos até derrubar tais árvores e plantar novas, mas teremos ainda forças? Teremos ainda o vigor do princípio?
O melhor momento de plantarmos árvores que produzirão sombra e frutos é exatamente quando estamos em paz, sem angústias, sem aflições, sem desespero, sem culpas. Nossas mentes estão limpas, nossos corações estão puros, nossas almas cheias de desejos ardentes de conquistas.
O Senhor é o agricultor a quem devemos consultar. Ele conhece tudo de plantações. Ele sabe a ocasião oportuna, o lugar adequado, o tempo propício para plantarmos nossas árvores. Ele sabe como regá-las, como adubá-las e como tirar o proveito de tudo que elas têm a nos oferecer.
Não queremos ver nossas árvores sem folhas, com galhos secos, tomadas por espinheiros. Queremos que elas sejam uma bênção para todos que passam pelo mesmo caminho por onde passamos. Queremos que todos glorifiquem a Deus ao vê-las frondosas e encantadoras. Queremos ver as vidas felizes ao redor de tudo o que plantamos.
Você tem plantado árvores? Sabe que frutos darão?


Paulo Roberto Barbosa

Fonte:http://josiel-dias.blogspot.com

sábado, 7 de agosto de 2010

Recomeçar Após Uma Queda




"Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o SENHOR teu Deus é contigo, por onde quer que andares" (Josué 1:9).

Quando Jim Burke se tornou chefe de uma nova seção de produtos da Johnson & Johnson, um de seus primeiros projetos foi o desenvolvimento de uma pomada para o peito de crianças. O produto foi um grande fracasso e Burke esperava ser demitido. Quando ele foi chamado para ir à sala do Presidente da Companhia, em vez de repreensão e demissão, encontrou uma recepção surpreendente. "Foi você a pessoa que nos custou todo aquele dinheiro?" perguntou Robert Wood Johnson. "Bem, eu quero parabenizá-lo. Se você está cometendo erros, isso significa que você está arriscando. Nós não cresceremos a menos que você tente acertar". Alguns anos mais tarde, quando Burke se tornou presidente da J&J, ele continuou a usar aquele mesmo slogan. (Sumário do leitor, outubro/1991, pág. 62 - Readers Digest)
Burke, o homem de nossa ilustração, foi um vitorioso porque usou de toda a sua coragem e ousadia na busca de seus propósitos. Sua determinação lhe concedeu uma grande vitória, levando-o ao posto máximo da empresa onde trabalhava. Ele tentou acertar e não desanimou diante do primeiro fracasso. Ele possuía um sonho e perseverou até alcançá-lo. Ele olhou para o alvo e seguiu em frente, até chegar lá.
Muitas vezes nos sentimos fracos, insignificantes, sem forças e sem vida simplesmente porque não temos a coragem e a ousadia de lutar por nossos sonhos. Vemos dificuldades em tudo e levamos em nossas mãos um embrulho de pessimismo, para ser usado como justificativa no primeiro obstáculo encontrado no caminho.
E por que agimos assim? Por que desanimamos com facilidade? Por que fixamos nossos olhos na tempestade se ela logo passará, dando lugar a mais um dia ensolarado?
Burke errou e caiu... talvez tenha caído outras vezes, mas, sempre se levantou e continuou sua caminhada. E nós, que temos a companhia do Senhor, devemos desistir? Claro que não. Somos mais do que vencedores... com Cristo, nós sempre venceremos.


Por Paulo Roberto Barbosa

Fonte: http://josiel-dias.blogspot.com

Segurança No Colo Do Pai


"O receio do homem lhe arma laços; mas o que confia no Senhor está seguro"
(Provérbios 29:25).

Um fazendeiro saiu para uma visita a uma aldeia distante e levou seu filho pequeno junto com ele. No caminho eles passaram por um rio cujas águas corriam velozmente. Eles atravessaram uma fraca ponte que parecia prestes a desmoronar. O dia ainda estava claro, mas, o menino ficou muito assustado. Ao retornar para casa, ao entardecer, o menino lembrou-se do rio e da velha ponte e ficou em pânico. Como eles cruzariam aquele turbulento rio à noite? Notando sua ansiedade, o pai ergueu o filho e levou-o em seus braços. Antes de chegar à ponte, o menino estava profundamente adormecido contra os ombros de seu pai. Quando o sol da manhã seguinte atravessou o vidro da janela de seu quarto, o menino despertou e descobriu que estava seguro em sua casa.


Muitas vezes nos vemos ansiosos e enfrentando o mesmo temor daquela criança ao atravessar a ponte. A insegurança nos domina, o medo tira a nossa paz, o receio de levantar e recomeçar nos deixa prostrados e conformados com uma pequena derrota. Sentimo-nos frágeis, sem forças, sem vigor, sem esperanças e sem fé. O medo nos faz desistir de lutar, de conquistar nossos sonhos, de vibrar com as vitórias almejadas.


Esquecemos de que temos um Pai amoroso, que caminha ao nosso lado, que nos toma no colo quando nos sentimos fracos, que nos protege das correntezas das adversidades. Esquecemos de que Ele nos prometeu grandes bênçãos e de que jamais nos desamparará. Precisamos ter a coragem e a ousadia de confiar nEle, de nos deixar conduzir por Suas fortes mãos, de nunca duvidar de que na Sua presença sempre estaremos seguros.


Se a escuridão dos problemas lhe causa pânico, coloque sua cabeça nos ombros do Pai celestial e logo verá o brilho do sol das Suas ricas bênçãos brilhando novamente sobre sua vida.


Por Paulo Roberto Barbosa
Ministério Refletir

Fonte: http://josiel-dias.blogspot.com

sexta-feira, 23 de julho de 2010

DAVI DESEJOU A MULHER DE UZIAS OU DE URIAS?



O reinado de Davi


Davi, além de estabelecer-se como rei das doze tribos, foi guerreiro, músico e poeta. E foi um dos antepassados de Jesus. Seu nome significa “amado”. Ele foi o segundo rei de Israel. Governou durante os anos de 1010 a 970 a.C., período em que o país estava unido. Em sua monarquia, conquistou Jerusalém e a transformou na capital religiosa do reino, levou a arca para lá e organizou os serviços de adoração. Aumentou a extensão do território do reino vencendo todas as batalhas em que se empenhou e ajuntou material para a construção do templo (Mateus 1.1; 2º Samuel 6; 1º Crônicas 15-16; 2º Samuel 8;10;12 ;1º Crônicas 22).


Na geração de Davi, o território de Israel era composto de doze tribos, que representavam cada um dos doze grupos de descendentes dos doze patriarcas, os filhos de Jacó, em que se dividia o povo de Israel. Judá era uma dessas doze tribos israelenses, formada pelos descendentes de Judá. Na divisão da terra, essa tribo recebeu a maior parte, localizada no sul da Palestina (Josué 15.1-12, 20-63).


A união entre as tribos do sul e do norte era apenas artificial, e foi mantida apenas enquanto governantes com personalidade forte como Davi e Salomão estiveram no trono. Quando um rei mais fraco ocupou o trono após a morte de Salomão, as tribos do norte separaram-se definitivamente de Judá. Com a exceção da tribo sacerdotal de Levi, que aparentemente na sua maioria se mudou para o território de Judá (2º Crônicas 11.5-14), apenas a tribo de Benjamim ficou no reino do sul. A partir daí durante cerca de 345 anos (931 a 586 a.C.), a história da tribo de Judá é, na sua maior parte, a história do reino de Judá. Durante esse período dezenove reis, todos descendentes de Davi, e uma rainha, a cruel Atália (filha de Acabe), reinaram sobre o reino do sul, que consistia nos territórios de Judá e Benjamim,e, por algum tempo, o de Edom.


O reinado de Uzias


O território de Judá emancipou-se quando as dez tribos do norte se revoltaram contra Roboão e formaram o Reino de Israel, sob o governo de Jeroboão em 931 a.C. . E, Uzias foi o décimo rei de Judá, ele reinou de 781 a 740 a.C., depois de Amazias, seu pai. Uzias (O Senhor é a minha força) também ficou conhecido como Azarias, que significa “Javé ajuda”. É um nome comum entre os israelitas, dado a 28 personagens bíblicos, o principal a receber esse nome foi Uzias. (1º Reis 12; 2º Reis 14.21; 15.1-7; 2º Crônicas 26.1).


i Uzias não foi um contemorâneo do rei Davi, eles viveram em gerações distintas, como podemos observar claramente na exposição das datas.


A tragédia na vida de Urias


Além de Urias, o soldado que teve a união matrimonial e a vida terminadas tragicamente, a Bíblia também informa que existiram um sacerdote e um profeta, assassinado por ordem de Jeoaquim, chamados Urias (2º Reis 16.10-16; Jeremias 26.20-24).


Sobre Urias, o soldado: Enquanto guerreiros lutavam contra os amonitas, da sacada de seu palácio Davi avistou e ficou impressionado com a beleza de Bate-Seba ao vê-la banhar-se e a seduziu. Esta sedução era considerada uma transgressão perante a lei mosaica e pecado segundo os olhos do Senhor, o Deus de Israel. Bate-Seba era esposa do soldado Urias. Para tentar encobrir o adultério, Davi chegou a cometer outro pecado, expondo Urias à morte na guerra, reduzindo suas chances de sobrevivência na batalha (2º Samuel 11).


Sobre Bate-Seba


De acordo com a Bíblia, Bate-Seba (em hebraico, filha do juramento), esposa de Urias, era filha de Eliã ou Amiel.


Bate-Seba engravidou em sua relação extra-conjugal. Após a morte de seu marido Urias, ela tornou-se uma das esposas de Davi.


Devido ao fato, Davi foi repreendido por Deus através do profeta Natã e veio a se arrepender. A criança que nasceu da gravidez transgressora morreu por juízo divino (2º Samuel 12.15-18), o que deixou Davi profundamente abatido. No entanto, Davi teve com Bate-Seba mais quatro filhos, incluindo Salomão, que sucedeu ao trono de Israel (1º Crônicas 3.5) e cumpriu a promessa de construir um templo para Deus.


Quando Davi estava quase morrendo, Adonias reivindicou para si a sucessão ao trono de Israel, mas Bate-Seba e o profeta Natã convenceram Davi a instalar Salomão, o filho dela, como rei (1º Reis 1.5-40). Ela é mencionada na genealogia de Jesus Cristo, em Mateus 1.6.


Conclusão:


Davi, apesar desses erros graves cometidos durante o seu reinado, tomou sempre o caminho do arrependimento e o registro dos seus salmos demonstram a devoção que faziam dele um servo de Deus.


Esta breve e superficial informação, sobre a história, geografia e política, da nação de Israel, apenas serve para mostrar que quem viveu na mesma época de Davi foi Urias, o militar heteu, marido da bela mulher Bete-Seba, com quem Davi adulterou (2º Samuel 11-12).


Pode parecer estranho chamar a atenção para este detalhe, mas eu já encontrei quem confunda os nomes Uzias e Urias, talvez o motivo seja a semelhança fonética. Eu creio que não custa nada lançar luz sobre este detalhe.

Fonte: http://belverede.blogspot.com
E.A.G.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Aquecendo-se na Fogueira do Inimigo




E, havendo acendido fogo no meio do pátio, estando todos sentados, assentou-se Pedro entre eles (Lc 22:55)

Um dos erros de Pedro, quando Jesus estava para ser crucificado, foi o de se expor desprecavidamente. Também, outros dois erros graves podem ser percebidos, e fazemos bem em não os repetirmos em nossas vidas: o primeiro foi isolar-se dos demais companheiros. Não fomos criados para vivermos isoladamente, somos membros do corpo de Cristo (I Co 12:12; Ef 4:16). Como órgãos vivos do corpo ou tijolos no edifício, unidos, formamos um todo e somos interdependentes. A partir desse principio, vivemos um dos grandes mistérios do Reino de Deus: amamos e somos amados, compreendemos e somos compreendidos, ajudamos e somos ajudados.

O segundo erro de Pedro foi aproximar-se demais da “zona de perigo”. As pessoas que queriam crucificar Jesus não estavam brincando; encontravam-se sedentas de sangue, Jerusalém estava agitada pelas patrulhas romanas; pessoas seriam executadas e qualquer suspeito seria preso. Ainda assim, Pedro assentou-se entre eles. Quantas vezes nós, também, inadvertidamente, buscamos companhia e benefícios onde jamais deveríamos estar. Quando a luta é contra as hostes de satanás, devemos resistir (Tg 4:7), mas, quanto às obras da carne, devemos fugir (II Tm 2:20).

Pedro se descuidou e, estando totalmente cercado de adversários, não teve forças para superar as provações. Negou seu grande Mestre e Amigo com palavras impróprias. O galo cantou, e, assim, cumpriu-se o alerta de Jesus. Então, na noite escura e solitária, Pedro chorou amargamente.

Há muitas fogueiras perigosas em nosso mundo querendo nos roubar a companhia dos amigos de fé e do bondoso Senhor, que nenhum mal fez, mas que, ao contrário, assumiu os nossos erros e as nossas misérias, na terrível cruz. No primeiro círculo da fogueira, estão os ímpios; no segundo, a escuridão, com uma pertinente ave [galo], para despertar a consciência.

Ainda bem que essa história não terminou com lágrimas, pois Pedro se recuperou e encontrou o Calvário e o Senhor vivo. Aquentemo-nos, mas, na fogueira da graça, do amor e do poder do Espírito Santo.

Amém!

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DEC - PC@maral

AS FUNÇÕES SOCIAIS E POLÍTICAS DAS PROFECIAS - O PAPEL DA IGREJA NA SOCIEDADE EM QUE ESTÁ INSERIDA




Vigilância: é preciso vigiar, sempre.

O presente artigo é uma republicação. Foi postado neste blog em 2008, quando o Brasil estava às portas para decicir quem iria nos representar nas esferas municipais. Passados dois anos, novamente estamos diante de novo pleito eleitoral, agora para escolher àqueles que nos reprentarão nos estados e em âmbito federal.

Existem situações cíclicas em todos os anos em que devemos ir às urnas. Então, resolvi postar outra vez o texto, desta vez anexado à revista Lições Bíblicas, dirigido à lição nº 3, como subsídio ao comentário do Pr. Esequias Soares.


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ALERTA! 2010 É ANO ELEITORAL - SOBRE POLÍTICOS CRISTÃOS

"O nosso Deus é fogo consumidor" - Hebreus 12.29.

Minhas considerações sobre o ditado popular "onde há fumaça há fogo".

Uma ilustração: entre os bombeiros existe uma estratégia para combater incêndios nas matas. Eles, em grupos organizados, vão alguns quilômetros distantes do incêncio, na direção em que o vento propaga o fogo descontrolado e fazem uma queimada controlada. Quando o fogo descontrolado chega naquele local não encontra material para combustão, apenas um espaço vazio, e é apagado (consumido!) por não haver ali o que queimar.

Comparo o fogo descontrolado com as matérias negativas que surgem na mídia e com os boatos de gentes que se ocupam em falar da vida alheia. "A língua é fogo... ela é posta em chamas pelo inferno" - Tiago 3.6.

Costumo dizer que o fogo controlado é Deus, me baseio em Hebreus 12.29.

Devemos lembrar que nem tudo o que parece é... Nem todo acusado é culpado...

É preciso levar em consideração que as revistas e jornais que promovem acusações contra os evangélicos surgem de mídias seculares, são orgãos de imprensa muito notórios por demonstrar preconceito religioso contra os evangélicos, possuem históricos com posicionamentos de inimigos não-declarados.

E, não devemos nos esquecer que Deus não olha às aparências.

Respeito o modo de pensar de todos os que pensam diferente de mim, mas sugiro a todos que coloquem Deus (fogo controlado) nas suas ponderações sempre que uma Globo, Veja, Época aparecer acusando algum nosso irmão em Cristo que está envolvido, ativamente, com a política partidária.

Sejamos simples como as pombas e prudentes como as serpentes (Mateus 10.16), não podemos dar vez aos maldizentes, precisamos nos negar a ser "boca" para quem quer prejudicar nossos irmãos de fé.

"Com muita paciência pode-se convencer a autoridade, e a língua branda quebra até ossos" - Provérbios 25.15 9 (NVI).

Cuidado: estamos em ano eleitoral e alguns orgãos de imprensa sempre agem nestas ocasiões, objetivando manipular os eleitores.


E.A.G.

sábado, 3 de julho de 2010

>Sorria! Você está sendo observado, e por muita gente!




Nunca estamos sós. Há sempre uma envolvente nuvem de testemunhas que nos observa, aprovando ou repudiando nosso comportamento e, consequentemente, glorificando ou blasfemando o Nome de Deus, elogiando ou criticando o Evangelho e a nossa Igreja por nossas atitudes.

Poderíamos enumerar pelo menos cinco diferentes classes dessa nuvem ao nosso redor:

A primeira delas é a nossa própria família. Nossos familiares são os que podem da melhor maneira testemunhar de nossa conduta.

Não adianta ter a carinha de anjo na igreja e ser um rabugento desobediente e respondão aos pais em seu lar. Você pode falar em línguas durante os cultos e ter uma “boca suja” em casa. Se eu perguntasse aos seus familiares quem você é, o que diriam seus pais e irmãos?

Posso afirmar que o segundo tipo de nuvem são seus vizinhos e colegas de escola e do trabalho, ou seja, a sociedade na qual você vive.

Será que, entre os que lhe rodeiam diariamente, você pode testemunhar de Jesus sem temor, ou será que compartilha com eles jogos, revistas pornográficas, músicas profanas, palavreado indecente e até mesmo outras práticas mundanas?

Você é um crente invisível ou Jesus aparece em você? Sua roupa, seu semblante e suas palavras também dizem de onde você é (Mt 26.73)? Você pode representar sua Igreja onde vive?

A terceira classe é a Igreja. Os irmãos da congregação, os colegas do coral, enfim, seus dirigentes podem dar testemunho de você? Você é obediente, dedicado ou é uma pessoa de difícil convivência e que dá um grande trabalho a todos? Resmunga ou incentiva? Ama teus colegas e é amado por eles? O que diriam de você?

A quarta nuvem é espiritual. Os anjos do Senhor estão sempre a nos observar, e sua função é nos servir e nos guardar sob ordens de Deus. Eles vibram quando resistimos às tentações e devem ofender-se quando estamos em local onde, por Sua santidade, não podem permanecer. Será que você, querido componente, é conhecido no céu? O que testemunham os anjos ao teu respeito?

A última destas nuvens é tenebrosa. Satanás e os demônios estão em derredor e nos tentam constantemente. Quando erramos, eles vão diante de Deus e nos acusam, sorriem de nós e escarnecem de nossa condição. Como você é conhecido no inferno? Está colaborando com as trevas ou é um inimigo ferrenho do mal? O apóstolo São Paulo tinha uma maravilhosa fama entre os demônios (At. 19.15)!

Lembre-se de que somos muito observados. Meditemos nessa mensagem e a coloquemos em prática, pois sei que a Palavra de Deus não voltará vazia, mas prosperará naquilo para que está sendo enviada.

Silvio Araujo

A-BD

Travessia do mar vermelho



Um professor ateu com frequência exagerada tentava destruir a fé que os seus alunos tinham na Bíblia.

Numa determinada ocasião, dava ênfase a que Moisés e os filhos de Israel não atravessaram o Mar Vermelho a seco, acrescentando que eles passaram com uma profundidade de 15 centimetros de água. Um rapazinho, na última carteira, para quem a história bíblica era familiar, reagiu com um efusivo "Amém!".

O professor perguntou:

- Por que disseste Amém? Isto não foi um milagre.

O aluno respondeu que o milagre não estava em que o povo tivesse passado com água a 15 centímetro de profundidade, mas, sim no fato de Deus afogar o exército de Faraó numa água tão rasa.

Autoria desconhecida.

terça-feira, 29 de junho de 2010

KAKÁ USA OS HOLOFOTES DA COPA PARA LANÇAR FILME CRISTÃO





Filme cristão produzido por Kaká é distribuído gratuitamente durante a Copa. No documentário, Kaká declara a sua fé em Jesus.

O jogador da Seleção Brasileira de futebol Kaká, promoveu nesse domingo (27), na cidade de Johannesburgo, na África do Sul, a estreia mundial de um vídeo cristão produzido por ele mesmo, chamado “Kaká – Este é o ritmo do meu jogo”, no qual o camisa 10 da Seleção declara a sua fé em Jesus e diz que “todos têm a necessidade de uma liderança, de condução, de saber para onde ir”.

Um trailer do filme foi distribuído na sexta (25). “Eu creio que Deus tem um propósito pra vida de cada um de nós. E acredito que o meu é pelo esporte, pelo futebol, levar o nome de Jesus Cristo”, diz o jogador na capa do DVD.

O atleta do Real Madrid costuma comemorar seus gols apontando para cima, agradecendo a Deus. Além disso, ele tem uma mensagem sobre Jesus nas suas chuteiras personalizadas.

Kaká pretende com o DVD causar impacto com o seu testemunho sobre Cristo para muitas pessoas de diferentes nações, utilizando a sua influente posição como jogador para benefício do Reino de Deus.

O filme documentário em DVD está sendo distribuído gratuitamente para um milhão de pessoas que assistem a Copa do Mundo na África do Sul. De acordo com o blog flogvip.net/kakacara (Em Inglês), as pessoas estão recebendo o DVD com alegria.



Fonte: Gospel Prime/ Cinema Cristão e Redação CPADNews via Gediel Mendes


terça-feira, 22 de junho de 2010

Saramago encontrou com Deus



Morre José Saramago. Chegou ao fim a saga do escritor lusitano em sua "cruzada" ateia contra Deus. Ao que tudo indica, a morte se deu calmamente em sua residência nas Ilhas Canárias, aos 87 anos de idade.

Há algum tempo, mais especificamente no dia 22 de outubro de 2009, escrevi um post neste mesmo blog comentando sobre o lançamento da sua última obra, "Caim", em que mais uma vez o escritor faz apologia ao ateismo colocando em dúvida não somente a existência de Deus, como também, elevando Caim, o irmão homicida, à condição de herói. Seja nessa obra, ou na sua mais famosa, "O evangelho segundo Jesus Cristo", Saramago sempre usou de uma ironia ferina , um sarcasmo ácido contra a fé cristã.

Lembro-me que no post acima citado, terminei com uma frase: "uma coisa é certa, o "acerto" de José Saramago com Deus ainda não é definitivo".

Embora sabendo que se tratava de um homem incrédulo, um ímpio que levou a vida a imprecar contra Deus, ainda assim sinto uma tremenda pena do grande escritor. Qual não terá sido a surpresa ao descobrir que a sua luta era completamente sem sentido. E, em um momento de solidão, medo e desespero, todas as certezas nutridas nesta vida se tornam em nada, e eis que surge Deus em toda a sua glória para julgar o homem.

Tudo isso prova a grande longanimidade de Deus com os vasos de ira. A vida humana, já disse o salmista, é apenas um sopro. E Deus tira o sopro de vida quando lhe convém.

José Saramago travava uma luta contra a morte, demonstrando medo, incerteza do que viria após a cessação da vida, mesmo afirmando a não-existência de Deus. O mesmo terror, o mesmo desespero que sempre acometeu os existencialistas com a sua eterna incerteza a respeito do Criador.

No entanto, aquele que crê verdadeiramente em Cristo tem a vida eterna, o que não crê, porém, "já está condenado".

Ao fim deste curto texto quero finalizar com uma frase, diferente daquela com a qual finalizei o outro post: "uma coisa é certa, o acerto de José Saramago com Deus agora é definitivo".

Bendito seja o nome do SENHOR em toda a sua glória.


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Fonte: Ricardo Mamedes via Púlpito cristão

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Quanto Vale um Ser Humano?





É comum as pessoas serem valorizadas ou apresentadas por aquilo que tem, que fazem ou até mesmo pelo seu sobrenome. A escala de valores e a ótica humana, normalmente, são a exterior.

Mas, quanto vale um ser humano? O que ele é ou o que possui? A inquirição de Jesus foi: “O que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua própria vida? Ou, o que uma pessoa pode dar em troca de sua própria alma?” (Mt 16:26)

Concluímos que uma pessoa vale mais que o mundo inteiro. Certamente, uma vida humana não tem preço e não pode ser aquilatada. Por isso não temos o direito de interferir ou interromper a vida de quem quer que seja. O respeito deve ser da fase embrionária, ainda em gestação, à velhice. A vida sempre deve ser assumida. A continuidade ou não, diz respeito exclusivamente ao Criador. Por outro lado, quem somos nós para julgar a Deus, quando uma vida é interrompida, independentemente da índole ou da idade? Devemos olhar o exemplo de Jó e dizer: “O Senhor deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor!” (Jó 1:21).

O ser humano é valioso porque reflete a imagem, a moral, a personalidade de Deus. Temos um Deus Trino (Pai, Filho e Espírito Santo) e temos a Triunidade revelada em nós: Corpo, alma e espírito; cabeça, tronco e membros. Somos a expressão máxima de Deus, a coroa da Criação.

Chegamos a conclusão de que o valor real de um objeto é aquele que é fornecido pelo dono ou pelo comprador. Deus mostrou o valor humano, quando enviou nada menos que seu Filho único para o resgatar. Além de ser o Criador; por Jesus, foi o Salvador. O preço da humanidade foi o sangue de Jesus. Fica claro que rejeitar a oferta gratuita do Calvário é ficar sem redenção. Encontramos em Atos 4:12: “E não há salvação em mais ninguém, pois não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”.

Tendo sucesso, riquezas ou não, temos valor para Deus. A visão que vem do Trono Celeste não é exterior, mas interior, não é pelo que temos, mas pelo que somos. O verdadeiro sucesso não é a independência financeira, geográfica ou emocional, mas a dependência da graça, do amor, da compaixão, do perdão, da libertação que vem de Jesus.

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Fonte: DEC-MM 2trim2004 - PC@maral

sábado, 12 de junho de 2010

Você se esconde de Deus?,



Posted by Josiel Dias

Alguém poderá esconder-se, de forma que eu não o veja?

Discutir os assuntos relacionados a Deus e à sua Palavra é desagradável para algumas pessoas. Para elas, escutar o que o Pai tem a dizer exige um compromisso para o qual não se sentem preparadas; e, principalmente, envolve a ideia de julgamento. A Bíblia relata esse tipo de associação desde o momento em que Adão e Eva pecaram: “E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia, e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim” (Gn 3: 8).
Certamente a causa do “incômodo” do homem com relação a Deus está no pecado. A desobediência de Adão e Eva (veja Gn 3: 1-6) trouxe vergonha, medo e acusação, levando-os a se esconder. O fato é que não atentaram para a atitude seguinte do Pai, pois, em vez de repreendê-los, Deus os chama de volta para ele: “E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: ‘Onde estás?’ (Gn 3: 9).
Isso revela o amor incondicional do Pai e o seu cuidado para com o que acontece ao homem, na iniciativa de prover-lhe o socorro. Além disso, a atitude de Deus deixa transparecer a sua intenção de se relacionar com os seus filhos. Deus os quer perto de si, desfrutando da sua presença.
O homem tem dificuldade de entender esse aspecto do caráter de Deus. Por sua natureza pecaminosa e (por conseguinte) sua tendência ao erro, o homem faz escolhas erradas, decepciona-se consigo mesmo e acredita que Deus se decepciona com ele, também; e, por isso, se esconde.
É certo que não se deve pensar que o pecado ficará impune, haja vista que o episódio do Jardim do Éden não isentou Adão e Eva — e nós, tampouco! — de consequências imutáveis (veja Gn 3: 14-19): depois do plantio há sempre uma colheita. Mas é preciso acreditar que quando Deus nos indaga sobre o nosso paradeiro, ele realmente quer nos encontrar. É preciso entender que a condenação é algo do homem, não de Deus, e que, em vez de declarar-nos culpados, ele deseja nos perdoar. Assim, não há sentido em esconder-se.
Se esse for o seu caso, portanto, apresente-se a Deus. Volte de onde tenha ido, mesmo que já esteja longe, e responda ao chamado do Pai. Não importando o que passou, ele espera ansioso para restaurar a aliança quebrada e retomar o relacionamento que deseja ter com você. E se lhe der esse voto de confiança poderá experimentar da vida plena que espera por você.


Fonte O Galileo., www.josiel-dias.blogspot.com/

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Dica de um bom livro; o Filho do Hamas


Filho do Hamas
Mosab Hassan Yousef

A HISTÓRIA REAL DE UM FILHO DO HAMAS QUE SE TORNOU ESPIÃO ISRAELENSE, SE CONVERTEU AO CRISTIANISMO E AJUDOU A COMBATER UMA DAS MAIORES ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS DO MUNDO.

Desde a infância, Mosab Hassan Yousef viveu nos bastidores do grupo fundamentalista islâmico Hamas e testemunhou as manobras políticas e militares que contribuíram para acirrar a sangrenta disputa no Oriente Médio. Por ser o filho mais velho do xeique Hassan Yousef, um dos fundadores da organização, todos acreditavam que ele seguiria os passos do pai.

Às vésperas de completar 18 anos, movido pela raiva e pelo desejo de vingança, Mosab decide assumir um papel mais ativo no combate a seus opressores e acaba sendo preso e levado para o mais terrível centro de interrogatórios israelense.

Depois de dias sob tortura, ele recebe uma proposta do Shin Bet, o serviço de inteligência interno de Israel: sua liberdade em troca da colaboração para identificar os líderes do Hamas responsáveis por ataques terroristas. A princípio, considera a oferta absurda. Afinal, como poderia trair sua religião e seu povo e ajudar seus inimigos?

Filho do Hamas é o relato impressionante do caminho inesperado que Mosab resolve seguir ao questionar o sentido de um conflito que só traz sofrimento para os inocentes, sejam eles palestinos ou israelenses.

No livro, ele revela como se tornou espião do Shin Bet, narra passagens da vida dupla que levou durante 10 anos e fala das escolhas arriscadas que fez para conter a violência de uma das organizações terroristas mais perigosas do mundo.

Esta é também uma história de transformação pessoal, uma jornada de redescoberta espiritual que começa com a participação de Mosab num grupo de estudos bíblicos e culmina na sua conversão ao cristianismo e na crença de que “amar seus inimigos” é o único caminho para a paz no Oriente Médio.

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"Há mais de cinco décadas, a paz no Oriente Médio tem sido o Santo Graal de diplomatas, primeiros-ministros e presidentes. Os novos rostos que surgem no cenário mundial acreditam ser capazes de resolver o conflito árabe-israelense. No entanto, todos fracassam por completo, como seus predecessores.

O fato é que poucos ocidentais conseguem entender as complexidades dessa região e de seu povo. Porém eu consigo, em razão de uma perspectiva totalmente singular: sou fruto dessa região e desse conflito. Sou filho do Islã e de um homem acusado de terrorismo. Mas também sou um seguidor de Jesus.

Antes de completar 21 anos, vi coisas que ninguém deveria ver: pobreza abjeta, abuso de poder, tortura e morte. Testemunhei dos bastidores as negociações de líderes supremos do Oriente Médio que são manchete nos jornais de todo o mundo. Desfrutei da confiança dos mais altos escalões do Hamas e participei da Primeira Intifada. Fui preso e fiquei encarcerado nas entranhas da mais temida prisão de Israel. E, como você ficará sabendo, fiz escolhas que me tornaram um traidor aos olhos do povo que amo.

Essa jornada improvável me fez passar por lugares obscuros e me deu acesso a segredos extraordinários. Nas páginas deste livro, finalmente revelo alguns desses antigos segredos, expondo fatos e processos que, até agora, eram do conhecimento de poucas pessoas misteriosas.

A revelação dessas verdades provavelmente propagará ondas de choque em certas regiões do Oriente Médio, mas espero que também traga conforto às famílias de muitas vítimas desse conflito interminável e as ajude a pôr um ponto final em seu sofrimento."

MOSAB HASSAN YOUSEF

Fonte:http://www.esextante.com.br

O traidor do Hamas



14 de maio de 2010



Em 1987, o xeque palestino Hassan Yousef foi um dos sete fundadores do Hamas, grupo extremista islâmico que atua na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Os radicais da organização já comandaram 350 atentados contra israelenses provocando mais de 500 mortes. Seu filho, Mosab Hassan Yousef, 32 anos, é o autor do livro Filho do Hamas (Sextante), que chegou às livrarias brasileiras na semana passada. Na obra, revela como colaborou para o serviço secreto israelense, o Shin Bet, e explica por que converteu-se ao cristianismo. Yousef conversou com o repórter Duda Teixeira, pelo telefone, de Nova York.

Seu pai é um imã. Ele pregava o Islamismo nas mesquitas e ajudou a fundar o Hamas. O que o levou a converter-se ao Cristianismo?
Depois de ser preso pelos soldados israelenses por porte de armas, em 1996, fui levado à prisão em Megiddo, Israel. Dentro do prédio, os detentos eram divididos segundo a filiação. Havia a ala do Hamas, que era a maior, a do Fatah, a da Jihad Islâmica e outras. Eu fiquei na do Hamas. Do interior das celas, testemunhei o que os integrantes do grupo faziam com seus próprios colegas. Quando os líderes do Hamas suspeitavam que um dos nossos estivesse dando informações aos israelenses, eles o torturavam. Havia interrogatórios diários. Isso fez com que eu repensasse alguns conceitos. Era um grau de brutalidade que nem mesmo os israelenses tinham conosco. Saí da prisão um pouco desnorteado. Mais tarde, comecei a estudar a Bíblia com amigos. O livro falava em “amar os seus inimigos”, o que fez todo sentido para mim.

Quem eram os torturadores?
Como eles procediam? Eram os homens que integram o braço de segurança do Hamas. Quando iam punir alguém, esvaziavam uma cela e ligavam a televisão em volume bem alto para que os outros não ouvissem os gritos de desespero. Na falta de uma televisão ou rádio, começavam a rezar bem alto. Então, colocavam agulhas embaixo das unhas dos suspeitos. Derretiam embalagens plásticas e as colocavam sob a pele das pessoas. Queimavam cabelos e pelos. Eram sessões de aproximadamente meia hora. Às vezes, impediam o interrogado de dormir por vários dias. Entre 1993 e 1996, dezesseis pessoas foram mortas pelo Hamas em prisões israelenses. Sob tortura, as vítimas confessavam as coisas mais absurdas. Como eu digitava rápido, fui chamado para redigir muitos desses depoimentos. Era loucura. Depois, entregavam as confissões para os familiares. Caso o detento fosse solto, seus parentes e amigos passavam a evitá-lo. A vida social dele acabava.

O Hamas continua usando as mesmas práticas?
Provavelmente, mas não na mesma intensidade como no passado. Meu pai esteve detido em Megiddo e coibiu muito as torturas. Ele mudou o jeito de pensar daqueles homens. Mas o Hamas continua praticando-as. Quando pensam que alguém colabora com Israel, torturam e matam. É isso o que está acontecendo na Faixa de Gaza agora. Ao contrário do que diz o Hamas, Israel não é o principal inimigo dos palestinos, e sim os próprios palestinos.

Um dos principais desafios do mundo hoje é conseguir que o Hamas participe das negociações de paz. Existe a possibilidade de o grupo sentar-se com os rivais do Fatah e com o governo de Israel para conversar?
Os líderes do Hamas até podem dizer que buscam uma solução e dizer que abrem mão de Jerusalém como capital. Mas eles não manterão a palavra simplesmente porque o Deus deles não permite isso. É um bloqueio religioso. O Hamas não reconhece Israel. Ponto. O Corão diz que os israelenses são macacos e porcos. Toda vez que algum representante do grupo obtem algum progresso, esbarram no muro da ideologia ou no da religião.

O governo israelense deveria soltar prisioneiros palestinos em troca da liberdade do soldado Gilad Shalit, capturado pelo Hamas em 2006?
Entendo que todos esses presos necessitem de liberdade. Eu fui um deles e sei o quanto sofrem. Mas é preciso preparar o ambiente para que eles sejam soltos. Sem isso, eles poderiam ser mortos nas ruas por facções rivais ou tornarem-se terroristas novamente. Alguns detentos não são perigosos e poderiam se tornar até defensores da paz. Outros são extremamente cruéis. Foram responsáveis pela morte de dezenas de israelenses e consideram-se heróis. Se voltassem a praticar o que faziam, eles comprometeriam as negociações de paz e o sonho de um estado palestino. Olhando o cenário hoje, vejo que não chegou o momento de abrir as celas. Talvez tenham de ficar a vida toda na prisão. Não me sinto culpado por esse sentimento. Sinto pelas suas famílias, que são vítimas da situação, mas não há opção.

Israel viola os direitos humanos ao manter pessoas que não são comprovadamente terroristas nas prisões?
Diga para mim qual é o governo que não viola os direitos humanos. Não há estado perfeito. Todo governo comete erros. Israel é um deles. A questão é que muitos israelenses foram mortos em sinagogas, em ônibus e em supermercados e seus dirigentes tiveram de tomar medidas para defender seus cidadãos. O mais importante é abster-se de usar métodos violentos, pois isso só gera mais violência. Quando trabalhei com o Shin Bet, não assassinei ninguém e não participei de nenhuma operação contra a vida de um ser humano. Hoje, mesmo longe, dou a mesma recomendação para eles.

Quantas vidas você calcula que salvou ao ajudar o Shin Bet?
Como você fazia isso? Não importa se eu salvei uma ou mil pessoas. Eu não tenho esperança de receber retribuições de ninguém. Uma vez, em 2002, eu estava em casa, em Ramallah, quando dois homens assustados bateram na minha porta e falaram: “Temos um carro lá fora cheio de explosivos. Precisamos de um lugar seguro para ficar”. Eles procuravam o meu pai e havia outros três no carro, estacionado ali perto. Dei um dinheiro a eles encontrarem um hotel e pedi que retornassem à noite. Rapidamente, telefonei para o Shin Bet e pedi que levassem o automóvel embora. Foi um alívio enorme. Meia hora depois, o primeiro-ministro Ariel Sharon já tinha ordenado o assassinato daqueles cinco homens. Eu, então, fui contra. Não queria me envolver com coisas assim, mesmo sendo eles terroristas. E os israelenses aceitaram minha objeção. O exército então entrou no quarto dos terroristas durante a noite e os prendeu de surpresa, pois ainda possuíam os cintos com explosivos.

Mas você deu informações que levaram à tentativa de assassinato de Muhaned Abu Halawa, de 23 anos, ligado ao Fatah. Após um telefonema seu, um tanque israelense disparou um míssil contra o carro dele. Halawa escapou, mas foi morto meses depois. Você se arrepende disso?
Halawa fornecia armas poderosas para os terroristas. Eu apenas ajudei a localizá-lo. Mas a tentativa falhou, e fiquei contente quando isso aconteceu. Na realidade, eu não estava muito certo sobre o que deveria fazer naquela ocasião. Ao final, Halawa foi morto em outra operação, da qual não tomei parte. Então, posso dizer que, durante toda minha colaboração com o Shin Bet, sempre me preocupei em apenas participar de operações que não atentassem contra a vida humana. Não sou responsável pela morte de nenhum palestino ou israelense.

Quando foi a última vez que você falou com seu pai?
O que ele disse para você? Conversei com ele por telefone alguns dias antes do lançamento do meu livro. Ele foi muito compreensivo no início. Porém, após a pressão da sociedade e de outros religiosos, ele não teve outra opção a não ser me recusar. Desde então, não fala comigo.

Seu pai convocou manifestações de palestinos, as quais resultaram em mortes de israelenses e árabes. Ele é um terrorista?
Meu pai não é terrorista por natureza. Aliás, nenhum palestino é. Mas eles têm as suas razões para se comportar assim, para tentarem se vingar. Também é preciso levar em conta que o Hamas também é muito complicado. Existe o braço político, do qual meu pai faz parte. E existe o militar, que tem umas dez pessoas operando independentemente e que raramente se encontram. São esses últimos os responsáveis pelos ataques contra pessoas. Meu pai não sabia o que essas pessoas planejavam, mas deu cobertura a eles. Se ele continuar fazendo isso, aí acho que ele poderia, sim, ser considerado um terrorista.

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad declarou que suas centrífugas já são capazes de enriquecer urânio a 20%. Se chegar a 90%, esse material já poderia rechear uma bomba atômica. O que o Irã faria com um artefato nuclear?
O deus do Corão não hesitaria em bombardear qualquer país que não acreditasse nele. Pode usar qualquer arma para lutar contra infiéis. Seus devotos estão prontos para lutar pela religião e alcançar a glória, com a bomba ou o que mais tiverem è mão.

De que maneira o Irã ajuda o Hamas?
O Irã treina soldados do Hamas e os prepara para o combate em seu território. Muitos viajaram para lá em anos recentes. E o Irã também dá apoio financeiro e logístico. Como os membros do Hamas não podem ter contas bancárias, pois isso é contra as decisões da comunidade internacional, seus membros fazem contrabando de dinheiro. Essa operação complicada ocorre de duas maneiras. A primeira é usando as centenas de túneis que ligam a Faixa de Gaza ao Egito. A segunda é pela fronteira terrestre nesse mesmo local, aproveitando as viagens de membros do grupo para o exterior. Em 2006, o primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniya, foi pego quando tentava entrar na Faixa de Gaza com 35 milhões de dólares. Ele vinha do Irã e disse que o valor era para pagar salários, remédios e armamentos. É comum que esses homens do Hamas sejam detidos com dinheiro. Em 2009, o ministro de relações exteriores do Hamas, Mahmoud Zahar, foi flagrado com vinte milhões de dólares na mesma situação. Segundo o Fatah, parte das notas tinha como destino o braço militar do Hamas.

Sem esse apoio do Irã, o Hamas ficaria enfraquecido?
O Irã é um dos grandes patrocinadores dos terroristas, mas não o único. Há muitos doadores no Catar, na Arábia Saudita, na Síria e no Egito. São, em geral, pessoas e empresas que entregam parte de suas economias em mesquitas, com o objetivo claro de fomentar a resistência do Hamas. Bloquear a ajuda iraniana pode ajudar, mas não necessariamente enfraquecerá o Hamas.

Como o presidente da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Arafat assinou com o primeiro primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, o Acordo de Paz de Oslo, o que lhe valeu o prêmio Nobel da Paz em 1994. Qual sua opinião sobre ele?
Arafat era um político e, como tal, fez coisas boas e ruins para o seu povo. Era um centralizador que colocou o seu nome em todas as contas bancárias. Também tinha um posicionamento dúbio. Arafat estava no comando da Organização da Libertação da Palestina, quando esse entidade ordenou a Segunda Intifada, em 2000. A revolta de palestinos contra israelenses gerou milhares de mortos. A guarda pessoal de Arafat promoveu os mais virulentos ataques a Israel, sob o nome de Brigadas dos Mártires de Al Aqsa. O grupo foi criado por Arafat com o dinheiro que recebia de doações de outros países, incluindo dos Estados Unidos. Mesmo assim, para muita gente no mundo, Arafat sempre foi um grande promotor da paz.

Agora que você se converteu ao cristianismo, como enxerga as diferenças entre o Corão e a Bíblia?
Não é justo comparar os dois livros. O Corão está cheio de ódio, de ignorância, de erros. Não tem ética. É um livro doente que deveria ser banido das escolas, das bibliotecas, das mesquitas. A Bíblia, por outro lado, tem Jesus Cristo, que foi perseguido, torturado, e mesmo assim continuou amando as pessoas e seus opressores. Os dois livros têm deuses completamente diferentes. Um, o do Islã, é o do ódio. O deus da Bíblia é o do amor. Muitas coisas que fiz durante o meu trabalho com o Shin Bet foram inspiradas pelos ensinamentos de Jesus Cristo. Tenho um amor incondicional por ele. Cristo é o meu herói.

Mas a Bíblia também foi usada para justificar torturas e mortes durante a Inquisição, por exemplo.
Ok... Mas essas coisas foram feitas por pessoas que não entenderam a principal mensagem da Bíblia. Não compreenderam as falas de Jesus Cristo, que é o nosso maior exemplo. O amor incondicional de Jesus não é um capítulo separado do livro, mas sua principal mensagem.

Você não teme promover o ódio entre religiões e se tornar um fundamentalista cristão?
Eu sei quais são as minhas responsabilidades. Não quero promover uma rixa entre religiões. Eu amo os muçulmanos. Falo com eles com carinho. Mas preciso ajudar a consertar a religião deles. Ser forte e dizer a verdade, mesmo que isso possa causar confrontações. No mais, não há o risco de eu incitar uma guerra religiosa porque isso já acontece no Oriente Médio. Não seria algo novo.

Fonte:http://www.esextante.com.br

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O PROFETA JEREMIAS E O USO DA FALA NO MINISTÉRIO PASTORAL




• Diálogos lacônicos

Ser lacônico é ser alguém que se expressa com menos palavras do que devia, de forma breve, quem faz uso de explicações muito resumidas, mesmo. Tenho notado esse fenômeno na comunicação humana. A redução de frases e palavras... E eu nem sei se existe um nome para esses resumos esquisitos. Nem a razão de acontecerem. Talvez, aconteçam por pura falta de tempo ou mesmo de ânimo para dialogar.

• Um exemplo clássico de frase cortada

No passado, quando alguém se sentia grato, dizia para a pessoa que lhe prestou o bem: "Sinto-me muito obrigado a lhe retribuir o favor que vossa senhoria me fez”. Mas com o passar dos anos o sentimento de gratidão cada vez mais apareceu com economia de palavras: “muito obrigado”; e, hoje ouvimos, quase sempre, só um mero “obrigado” e até existe uma violação do idioma. Alguns dizem “brigado”.

• Exemplo de palavra reduzida

Existe outro exemplo desse fenômeno, que aconteceu com o pronome vossa mercê. Ele foi transformado em vossemecê; depois, vosmecê; e é o que usamos agora você. E, hoje há quem use apenas uma sílaba: ce. E existe quem ouse tirar as vogais dele quando escreve, se usa apenas consoantes: vc!

(Sou um dos que usam vc... Mas apenas em rascunhos e scraps no site orkut.)

• Pregações lacônicas

Porém, o que me deixa preocupado é quando acontecem coisas parecidas com versículos da nossa amada Bíblia Sagrada. Infelizmente tenho presenciado acontecer. É um grande perigo para quem fala e também para quem ouve.

• Muito cuidado, pastor

É perigoso demais aos pregadores porquê as Escrituras alertam que existe maldição aos que mudarem o sentido do que Deus nos deixou escrito, diminuindo ou aumentando o que Deus falou e registrou na Bíblia Sagrada. Confira: Provérbios 30.5-6; Apocalipse 22.18-19.

Todos os pregadores precisam valorizar os contextos de todos os assuntos que abordam nas suas pregações. A pressa é inimiga da perfeição. E vale lembrar que o profeta Jeremias escreveu assim: "Maldito aquele que fizer a obra do SENHOR relaxadamente * (Jeremias 47.10 - ARA). E o apóstolo Paulo chama de anátema (maldito) aos que anunciarem um evangelho diferente do que Jesus nos anunciou: Gálatas 1.8.9; 1ª Coríntios 16.22.

O triste exemplo que quero mostrar - existem outros mais! - é 2º Crônicas 20.20:" Pela manhã cedo se levantaram e saíram ao deserto de Tecoa; ao saírem eles, pôs-se Josafá em pé, e disse: Ouvi-me, ó Judá, e vós, moradores de Jerusalém! Crede no SENHOR vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis. "

Os pregadores lacônicos se fixam apenas no final: "crede nos seus profetas e prosperareis."

A confiança em Deus – que sempre deve estar em primeiro lugar – é esquecida totalmente por eles, que nem a mencionam, e assim todas as ovelhas são induzidas a seguirem a voz de um "falso" pastor. No momento dessas pregações, jamais apontam para Jesus Cristo, o autor e consumador da nossa fé, que Deus nos deu como único Senhor e Salvador.

O primeiro pecado está em não citar o versículo inteiro; o segundo, não mencionar a situação que gerou essa frase de Josafá; e, terceiro, não contextualizar lembrando que o povo de Judá estava na Dispensação de Lei e não na Dispensação da Graça (temos Jesus, agora !).

Essa pregação é inspirada pelo anti-cristo, leva à idolatria.

O grande erro que esses lacônicos estão cometendo ao usarem esse versículo, desordenadamente, não pode nem ser taxado de resumo, porquê os resumos não distorcem o sentido original da mensagem que é comunicada.

Suprimir textos bíblicos ou parte deles cria distorção total. É desonrar ao Espírito Santo, porque foge da proposta que Ele tem, desde que inspirou aos apóstolos e profetas para escreverem. Esses pregadores lacônicos entristecem demais ao Espírito Santo, o verdadeiro autor das Escrituras Sagradas.

"Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo. Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito, e poderoso para refrear todo o corpo" (Tiago 3.1-2). .

• Cuidado, ovelha do Senhor!

Assim sendo, então, que nenhum ouvinte se esqueça o quanto o Novo Testamento pede cuidado quanto aos falsos profetas, falsos pastores e mestres. Seguir às orientações daqueles que não respeitam a inteireza do versículo de 2º Crônicas (20.20), é fechar os olhos aos alertas bíblicos que nos dizem para não confiar, cegamente, nos homens (Jeremias 17.5-9).

A Palavra de Deus alerta para que todos sejam cautelosos com tudo o que ouve. Jesus disse que deixar de examinar as Escrituras Sagradas é um erro, porque justamente nas Escrituras está a nossa vida eterna. E o apóstolo Paulo escreveu que a fé nasce por meio de ouvir a Palavra de Deus e não por ouvir pensamentos humanos. Veja: João 5.39; Romanos 10.17.

A Palavra de Deus também diz às ovelhas de Cristo: "E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque, com tais sacrifícios Deus se agrada. Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil" - Hebreus 13.16-17.

Honrar quem merece honra é atitude que Deus se agrada. Mas temos que analisar, cuidadosamente, o princípio de submissão estabelecido pelo Senhor quanto a isso.

A fidelidade do cristão aos homens não deve ser cega, porque devemos amar a Deus acima de todos e de todas as coisas. Portanto, vem primeiro o amor a Deus, expresso em lealdade (olhe: Mateus 22.37-39).

Em segundo lugar, devemos prestar lealdade à igreja visível, à medida que ela permanecer fiel a Deus e às Escrituras Sagradas (leia: João 15.12; Gálatas 6.10).

E, só depois ao pastor-dirigente da igreja que congregamos, enquanto ele, também, permanece fiel e leal a Deus e à Palavra de Deus e à hierarquia eclesiástica a quem deve prestar contas.

Nas sete cartas aos anjos da igreja, lá no livro de Apocalipse (capítulos 2 ao 3.22), encontramos sete líderes em condições espirituais diferentes.

A Bíblia Sagrada realmente pede para obedecer aos pastores (anjos da igreja local), mas jamais com uma obediência cega. Quem obedecer a um anjo / pastor que esteja espiritualmente igual ao da igreja de Sardes (Apocalipse 3.15) não está agindo corretamente e também terá o mesmo final triste dele.

Precisamos discernir as pregações que ouvimos, se são da parte do Espírito Santo, da própria carne ou do diabo - 1ª João 4.1.Temos que julgar as profecias - 1ª Coríntios 14.26-29.

É importante frisar: Deus sempre deve estar em primeiro nas nossas vidas. Isso significa filtrar tudo, inclusive o que os pastores falam, fazem, e mandam fazer. E essa filtragem precisa ser através da ótica da Palavra de Deus.

• Concluindo

É preciso cuidado para não se tornar presa desses pregadores lacônicos, todo cuidado é pouco com homens que usam os microfones, porém, não se aprofundam no sentido geral do que o Senhor nos diz. Leiam mais a respeito: Colossenses, capítulo 2.

Não quero julgar e dizer que esses lacônicos fazem isso por sentimento de maldade e por más intenções. Mas, mesmo que seja só simplicidade ou falta de experiência, ou algo parecido, a conseqüência é a mesma: desastre espiritual.

Pregador fie-se no conselho de Paulo: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" - 2ª Timóteo 2.15.

E você, que aceitou a Cristo e não faz uso do púlpito para pregar, siga o belo exemplo de dedicação e amor a Deus que o salmista nutria: "Guardo as tuas palavras no meu coração para não pecar contra ti. Bendito és tu, SENHOR" - Salmo 119.11.

* A tradução Almeida Revista e Corrigida traz um termo mais pesado ao trecho capitulado em Jeremias 47.10. Em lugar de relaxadamente, lemos fraudulentamente. Ou seja, o que engana usando abuso da confiança alheia.

Fonte:E.A.G.,http://belverede.blogspot.com
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Subisídio preparado com a finalidade de aproveitamente nas escolas dominicais, cujas aulas usem a revista Lições Bíblicas: Jeremias - Esperanças em Tempo de Crise; comentarista Claudionor de Andrade (CPAD). Artigo dirigido à lição 7 - O Cuidado Com as Ovelhas.

Esse texto está liberado para uso, desde que citados nome do autor e o endereço (HTML) deste blog.

Este artigo foi escrito, originalmente, para este blog, publicado em agosto de 2007 com o título Examinai as Escrituras.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

JOGOS DO PODER



Assisti ao filme “Jogos do Poder”, estrelado pelos atores, Tom Hanks e Julia Roberts. O filme fala sobre a participação dos Estados Unidos na época da invasão soviética no Afeganistão (1979-1989). Alguns cientistas políticos dizem que foi “o Vietnã”, da ex-União Soviética, e um dos fatores que aceleraram sua queda. Filme a parte, falando agora, sobre o título, jogos do poder e relacionando com a Palavra, pode-se dizer que, tudo é jogo neste mundo caído. Jogo consciente. Jogo inconsciente. Mas é jogo, e nós nem sempre nos damos conta disso. A prova mais cabal desse “Game” que se instalou como sistema de interpretação e também de prática humanos, nos vem do próprio Trama que "Historificou" a Cruz. Se não, veja: Temos Jesus e seus discípulos. Um movimento cresce... Curas, milagres, doutrina que se difere de tudo e todos; autoridade nunca vista, e um sentimento de maravilha que domina a tudo e todos: Deus visitou os homens! O povo é apenas o povo. O povo não luta contra curas, milagres, maravilhas, e bondades distribuídas gratuitamente. ! O povo nunca teve nada contra isso, pois, as pessoas do povo são sempre as maiores beneficiárias da Graça. Quem está morrendo de dor só quer alívio... Mas nós sempre temos mais que o povo. Havia alí outros poderes, outros principados e potestades históricos em operação. Havia o Sinédrio dos Judeus: a Religião na sua mais ousada e segura certeza de autoridade medianeira entre Deus e os homens, onde tudo o que dissesse respeito a Deus, era objeto da “gestão” dos sacerdotes e de seus oficiais. Havia Roma: A Política que se apresenta como poder político. E seus representantes estavam presentes na judéia nos dias de Jesus, como em qualquer outro lugar. Haviam as seitas e grupos religiosos, que naqueles dias tinham também seu papel político a cumprir. Cada um representava uma visão não apenas religiosa, mas também uma interpretação política do mundo: saduceus, fariseus, os escribas; e os demais grupos: zelotes, sicários e essênios... Cada um com sua própria agenda de interesses imediatos, sempre relacionados à busca de poder temporal. Mas quem desestabiliza tudo, é sempre o povo! Todos os que não se sentem povo—em qualquer lugar, tempo ou cultura da Terra—, alimentam-se do povo, e do poder que dele emana, no mínimo como força de trabalho, ou de massa de autenticação de autoridade. De súbito, há Jesus, os discípulos e multidão do povo... E não era apenas o povo controlável que seguia a Jesus: haviam os que vinham de outras fronteiras, sem falar que a mensagem do Evangelho se infiltrava em literalmente todas as camadas da sociedade. Então, primeiro mobilizam-se as seitas: fariseus, saduceus—e seus escribas! Esgrimam com Jesus, disputam a veracidade de Seus feitos e palavras. Interpelam-no. O Evangelho nos dá testemunho vasto, desses encontros, muitos deles extremamente tensos. As interpretações que daí advêm, são as mais perversas: “Tem demônio!” “Samaritano possesso!” “Comilão, beberrão, amigo de pecadores!” “Embusteiro!” São apenas algumas das afirmações que tentam colar em Jesus. Mas o povo continuava a vir e a receber. O trama todo, é o próprio Evangelho; seria, portanto, impossível tratar do sistema todo sem que, para isso se tivesse que escrever um livro. Não é o caso aqui... Lázaro ressuscita depois de morto há quatro dias, e, tal fato acaba sendo a “gota final” a fim de que as autoridades religiosas decidam matar a Jesus. “Se o deixarmos, o mundo virá após ele; e os romanos nos tirarão o poder”—considerava o Sinédrio. Mas como o Sinédrio haveria de matá-lo? O falso profeta sempre está em parceria com alguma besta política, conforme o apocalipse! Então, o Sinédrio faz duas coisas: 1. Esconde-se atrás do pretexto de que a questão era religiosa; sou seja: Jesus era um herege. Isto para confundir o povo! 2. Apresenta o caso a Roma como sendo religioso com implicações políticas. E pede a Roma—representada em Pilatos—,que faça alguma coisas, para se auto-preservar de uma possível sublevação do povo, e, conseqüentemente, também para preservá-los como os mediadores da estabilidade e da paz social. Esse é o “esqueminha” de sempre! Daí pra frente é só um jogo de empurra... É o Sinédrio empurrando para Pilatos autenticar; Pilatos “não entendendo” e lavando as mãos, abrindo assim o caminho para “outras mãos” que desejam matar se expressarem, agora com o aval silencioso e omisso da Política. E também haviam os “partidos”, mobilizando uma “militância” comprável a fim de fazer algum barulho em Jerusalém. A mulher de Pilatos ouviu falar do “julgamento” e assustou-se, havia sonhado o desfecho do caso. “Não te envolvas com este justo, pois, em sonho muito sofri a seu respeito”—disse ela. Não era mais possível: o jogo estava feito, e Pilatos estava dentro, sem nem bem saber, o quão envolvido estava. O resultado é a crucificação. O fato é a Cruz. Mas a motivação não era nem política, nem religiosa, nem de qualquer outra natureza que não fosse a mais psiquicamente animal de todas as motivações entre os humanos: a inveja! Assim, os pretextos são muitos e variados, mas as guerras de fato militam é na carne! Por trás de todos esses jogos o que há sempre é a basicalidade da inveja e dos pequenos interesses. Se todos fossem apenas povo, a inveja se manifestaria do modo como ela se manifestou nos Evangelhos: Senhor, será que dá para os meus filhos se assentarem ao teu lado no teu reino?—propunha a mãe de Tiago e João. E discutiam pelo caminho quem era o maior entre eles—confirma o evangelho. E assim vai... Mas não há o jogo homicida. O próprio Judas, a fim de trair, teve que encontrar a interface da Religião a fim de negociar. Um Judas sozinho não faz crucificação! O que aprendemos? Bem, o que move o povo é a necessidade. O que move as seitas é a arrogância da presunção da verdade. O que move Pilatos é a política e a necessidade de não complicar a sua própria “gestão”. O que move o Sinédrio é o medo de perder o poder. O que move Judas é desapontamento... Mas e o jogo? Ora, o que há por trás do jogo, é o de sempre: inveja dissimulada! Por trás de todas as nossas grandes “causas” o que há é apenas insegurança, pois, a inveja, é a filha mais perversa que a insegurança consegue gerar. O ciúme é o filho mais fraco, porém altamente recrutável para qualquer que seja a missão, inclusive, de morte. No fim, ninguém matou, apenas porque todos mataram... E a multidão do povão, são sempre os menos culpados; a final: eles não sabem o que fazem!

Fonte:http://juberdonizete.blogspot.com/

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sem segundas intenções




Por Eudoxiana Canto Melo

"Tendo eles partido para Cafarnaum, estando ele em casa, interrogou os discípulos: De que é que discorríeis pelo caminho? Mas eles guardaram silêncio; porque, pelo caminho, haviam discutido entre si sobre quem era o maior. E ele, assentando-se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos. Trazendo uma criança, colocou-a no meio deles e, tomando-a nos braços, disse-lhes: Qualquer que receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, não recebe a mim, mas ao que me enviou." Mc 9:33-37

Os dias atuais nos parecem bastante difíceis, principalmente no que diz respeito a relacionamentos. Há uma barreira entre as pessoas que as impede de se verem como tais e as torna em objetos. No ambiente cristão, esse modelo de relacionamento humano também tem sido usado para o relacionamento com Deus. Ele passa a ser alguém útil. O texto de Mc 9:33-37 nos mostra que esse problema já existia nos tempos de Jesus. Os discípulos conversavam no caminho; discutiam sobre quem era o maior, ou seja, quem seria o mais privilegiado no reino de Deus. Isso mostra que Jesus, para eles, era um meio de alcançarem alguma posição; alguém de quem poderiam conseguir benefícios. Aqueles homens, na verdade, estavam usando Jesus. E não apenas isso: viam-se como superiores uns aos outros, pois cada um queria ser o maior; os demais seriam úteis para manter essa posição; estariam a serviço do maior e lhe serviriam de platéia para que ele aparecesse.

Jesus tomou, então, uma criança como exemplo e se colocou em igualdade a ela, porque quer que nos relacionemos com ele desinteressadamente, sem segundas intenções, assim como se ama e se serve uma criança, que não tem o que oferecer e vem ao mundo apenas para ser amada. Jesus merece ser amado, independentemente do que pode fazer em nosso favor, pois serviu a quem não tinha nada a lhe oferecer; amou a quem não merecia ser amado. Isso o fez o maior de todos os servos.

Esse texto nos mostra que Jesus quer que também nos relacionemos uns com os outros desinteressadamente, sem segundas intenções, como se ama e se serve uma criança, que não vem ao mundo para ser útil, mas para ser querida e cuidada. Cada irmão, em particular, merece ser amado, não pelo que pode doar de si, mas simplesmente por ser quem é, por ser nosso irmão. No reino de Deus, somos pessoas, não objetos. Nossos relacionamentos, portanto, devem basear-se no mesmo modelo de serviço de Jesus, que serviu e amou a quem não lhe podia dar retorno. Para ele, o maior no reino de Deus é aquele que serve mais, não o que é mais servido; é aquele que doa mais, não o que recebe mais.

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Fonte: Devocional de autoria de Eudoxiana Canto Melo divulgado no PC@maral

A Bíblia Sagrada e Suas Divisões





A Bíblia, como a conhecemos hoje, tem 66 livros. Apesar disso, os livros bíblicos, em conjunto, constituem apenas uma única obra, um todo completo. Estes livros, de Gênesis a Apocalipse, constituem o cânon da Bíblia, ou seja, aqueles livros que foram escolhidos e catalogados pela Igreja Cristã nos primeiros séculos da era Cristã. A escolha desses livros específicos, e a rejeição de muitos outros, evidencia que o Autor divino não só inspirou a sua escrita, mas também cuidou meticulosamente da sua compilação e da sua preservação. Vamos então, neste estudo, conhecer algo mais sobre a Palavra de Deus e sua estrutura literária.

I- DIVISÕES PRINCIPAIS DA BÍBLIA.

1 - Antigo Testamento e Novo Testamento: A Bíblia é mais do que apenas um livro. É uma valiosa biblioteca de 66 livros agrupados em duas partes: 39 livros, escritos originalmente em hebraico e aramaico, compõem o Antigo Testamento; e 27 livros, escritos originalmente em grego, compõem o Novo Testamento. Hoje em dia é comum chamar as Escrituras escritas em hebraico e aramaico de “Antigo (ou Velho) Testamento”. Isto baseia na leitura de II Coríntios 3:14, em algumas versões bíblicas. No entanto, o uso de “antigo (ou velho) testamento” neste texto é incorreto. A palavra “Testamento” significa originalmente “pacto, aliança”, e este acordo se refere a uma forma de perdão dos pecados instituída por Deus ao homem. O apóstolo Paulo não se referia às Escrituras Hebraicas e Aramaicas na sua inteireza. Ele, antes, estava falando do antigo pacto da Lei, registrado por Moisés no Pentateuco e que constitui apenas uma parte das Escrituras pré-cristãs. Por este motivo ele disse no próximo versículo: “sempre que se lê Moisés”. Portanto não há base válida para as Escrituras Hebraicas e Aramaicas serem chamadas de “Antigo (Velho) Testamento”, e para as Escrituras Gregas serem chamadas de “Novo Testamento”. O próprio Jesus Cristo chamou a coleção dos escritos sagrados de “as Escrituras” (Mt. 21:42; Mc. 14:49; Jo. 5:39). O apóstolo Paulo chamou-as de “Sagradas Escrituras”, “Escrituras” e “sagradas letras” (Rm. 1:2; 15:4; II Tm. 3:15).

2 - Capítulos e versículos: A subdivisão da Bíblia em capítulos e versículos não foi feita pelos escritores originais, mas foi uma adição utilíssima, realizada séculos depois. Os massoretas [1], dividiram as Escrituras Hebraicas em versículos; daí, no século 13 da Era Cristã, acrescentaram-se as divisões em capítulos. Por fim, em 1553, a edição de Robert Estienne da Bíblia em francês foi publicada como a primeira Bíblia completa com as atuais divisões de capítulos e versículos.

[1] Os Massoretas (hebraico בעלי המסורה) eram escribas judeus que se dedicaram a preservar e cuidar das escrituras que atualmente constituem o Antigo Testamento. Às vezes o termo também é usado para indicar comentadores hebraicos dos textos sagrados. Substituíram os escribas (Sopherins) por volta do ano 500 d.C. até 1.000 d.C..

II- CLASSIFICAÇÃO LITERÁRIA DOS LIVROS DA BÍBLIA.

A Bíblia está classificada em quatro tipos de literaturas: Históricos, poéticos, proféticos e epístolas. Vejamos como se classifica o Antigo Testamento:

1º. Históricos: Incluem os livros: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio, Josué, Juizes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.

2º. Poéticos: Começam no livro de Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão (ou Cântico dos Cânticos).

3º. Proféticos: Estão agrupados nos seguintes livros: Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Vejamos agora a classificação do Novo Testamento:

1º. Históricos: Começando no Evangelho de Mateus, Marcos, Lucas, João, e Atos, achamos os livros históricos. Estes descrevem a história de Jesus Cristo, desde o nascimento, ministério, morte e ressurreição, bem como a origem da igreja.

2º. Epístolas: Ao todo são 21 epístolas (cartas), sendo que 13 delas foram escritas por Paulo. Estas são: Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemon e Hebreus. Estas são cartas específicas para igrejas daquela época. Do livro de Tiago, I e II Pedro, I, II e III João e Judas estão as epístolas gerais.

3º. Profético: Por fim temos o livro de Apocalipse (Revelação). Este é um livro profético escrito por João no final do 1º século na ilha de Pátmos.

III- OS LIVROS APÓCRIFOS

Dependendo da editora, a Bíblia pode conter 73 livros, ou seja, 7 livros a mais: I e II Macabeus, Judite, Baruc, Tobias, Eclesiástico, Sabedoria e um acréscimo de dois capítulos (13 e 14) no livro de Daniel.

Estes 7 livros e mais estes dois capítulos acrescentados no livro de Daniel não são inspirados pelo Espírito Santo porque foram escritos num período em que Deus não falou com Israel (400 anos). Os próprios autores de tais escritos não reclamam inspiração para eles, mas confessam a falta do Dom profético (I Macabeus 4:46; 9:27; 14:41).

Esses livros recebem o nome de Apócrifos. A palavra “apócrifo” é grega e significa “escondido” ou “secreto”, e foi dada a esses livros porque os seus autores são desconhecidos. A data de seus escritos é também matéria duvidosa, embora seja geralmente colocada entre os anos 200 e 100 a.C. Apesar dos livros Apócrifos não serem inspirados pelo Espírito Santo, são de grandes valores históricos.

O que nos leva a crer que estes livros não foram inspirados pelo Espírito Santo? Por que são os livros apócrifos rejeitados pelo protestantismo?

1º- Porque estes livros foram inseridos na Bíblia Sagrada em 1.546 no Concílio de Trento, 1200 anos depois da canonização da Bíblia Sagrada.

2º- Todos os livros do Antigo Testamento foram citados no Novo Testamento cerca de 453 vezes, mas os livros apócrifos nenhuma vez. (compare Hb. 2:6,7 com Sl. 8:4,5).

3º- O Senhor Jesus e Seus apóstolos nunca fizeram deles qualquer citação. Flávio Josefo (historiador judeu) rejeitou-os, e Jerônimo, ao traduzir a Vulgata (versão da Bíblia em Latim) recusou reconhecê-los.

4º- Em II Macabeus 15:35-39, o autor se desculpa, se caso não tinha sido claro em sua narração, o que torna claro não ter sido divina sua inspiração.

5º- Há controvérsias nos escritos apócrifos, isto é, contradiz em alguns de seus ensinos em relação aos demais livros inspirados conforme Tobias 12:9, que nos garante que a esmola nos livra da morte, apaga o pecado e nos faz encontrar a vida eterna (salvação pelas obras). A Bíblia toda nos ensina que o que nos livra da morte eterna é Jesus, mediante o nosso crer e aceitá-lo como Senhor e Salvador de nossa vida e vivermos como tal, e que nossos pecados somente serão perdoados mediante o nosso arrependimento, confissão e conversão.

6º- Falta ao apócrifos o planejamento progressivo e mútua interconexão das Escrituras do Novo e Antigo Testamentos. Erros históricos, inexatidões, e evidentes histórias e discursos de ficção aparecem.

Por estas razões os livros apócrifos não são aceitos como canônicos. Por outro lado, se sua Bíblia contiver livros a mais não significa que ela não servirá para o estudo, pode usá-la normalmente, porém com esta observação que já mencionamos acima.

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DEME - Estudo Bíblico divulgado no PC@maral